quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Portugal foi o país que mais desperdiçou fundos comunitários
Comissões bancárias em Portugal são das mais baixas na Europa
Fonte: Diário Económico
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Buraco do Estado de 36 milhões/dia
A culpa é da abrupta quebra de receitas de 15,4%. A recessão económica tem efeitos devastadores nos cofres fiscais, com o IVA, o imposto que mais reflecte o andamento da economia real, a perder 23,6%.
A redução de receitas do IVA é dramática. De Janeiro a Agosto tinha rendido 9,28 mil milhões, enquanto em igual período de 2009 só gera receitas de 7,09 mil milhões. O imposto sobre veículos também sofre uma quebra de 28,1%.
O Ministério das Finanças tem uma visão optimista da evolução do défice. Diz o comunicado do gabinete de Teixeira dos Santos que em Agosto registou-se uma "desaceleração muito significativa". Explica ainda o Ministério que este "aumento do défice foi inferior, em termos relativos e absolutos, aos verificado entre os mesmos meses de 2008. O Governo acredita que a recuperação da conjuntura económica já se "estará a reflectir positivamente sobre as contas públicas". Segundo o Ministério das Finanças, a manter-se este ritmo de evolução, a despesa não excederá os limites fixados no Orçamento de Estado para 2009.
DESPESA COM O DESEMPREGO SOBE 27%
A despesa do Estado com o subsídio de desemprego, social de desemprego e apoios ao emprego, subiu 27 por cento entre Janeiro e Agosto de 2009, face ao período homólogo de 2008. Foram gastos mais de 1,3 mil milhões de euros com os trabalhadores que perderam o seu emprego.
Outro factor importante que influenciou o aumento da despesa da Segurança Social (mais 10,3 por cento) foi o acréscimo das pensões e complementos (que levaram 8,6 milhões de euros dos cofres do Estado), em particular as pensões de "velhice" e "sobrevivência" que aumentaram 5,3 e 6,5 por cento respectivamente.
Fonte: Correio da Manhã
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Queda dos juros 'poupou' 4100 euros às famílias
Num ano, a taxa de juro a seis meses desceu 75%, o que permitiu às famílias portuguesas poupar 4100 euros, segundo uma simulação do DN. Em Agosto, a prestação de um empréstimo de 150 mil euros vai ficar em 572 euros; há um ano era de 914 euros.
As taxas de juro do crédito à habitação não param de descer, com os portugueses a beneficiarem de reduções nas suas prestações mensais. Segundo uma simulação feita pelo DN, as famílias pouparam 4100 euros, num ano, graças à queda da Euribor para novos mínimos históricos.
Quem for contrair um novo empréstimo em Agosto irá pagar uma prestação de 572 euros, menos 342 euros que o valor que ficaria a pagar caso tivesse feito o mesmo crédito há um ano. Este valor é válido para um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, considerando um spread de 1%.
Esta poupança considerável no bolso dos portugueses deve-se à redução de 75% da taxa Euribor a seis meses desde Julho do ano passado, altura em que estava nos 5,148%. Esta taxa está hoje nos 1,229% e, apesar de ainda faltar uma semana para o final do mês, já há uma certeza - os empréstimos vão voltar a baixar.
A forte descida nos créditos à habitação reflecte a queda acentuada das Euribor desde meados de Outubro do ano passado, acompanhando os sucessivos cortes na taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE).
Dos 4,25%, a taxa directora caiu para os actuais 1%, não sendo de esperar novas descidas. Mesmo assim, a Euribor a três meses já está abaixo desta fasquia, desde 10 de Julho, estando a média mensal nos 0,995%, um novo mínimo histórico. Quem contraiu um empréstimo à habitação com esta taxa têm agora uma prestação 342 euros mais baixa do que em Julho do ano passado, quando chegou a 554 euros, altura em que a Euribor estava a 4,961%. Num ano, esta descida traduz-se numa poupança de 4053 euros, já que a queda anual desta taxa é de 80%.
Quanto ao mês anterior, as taxas de juro apresentam também uma queda significativa: 14% na Euribor a seis meses e 19% na Euribor a três meses. Traduzindo em euros, trata-se de poupanças mensais entre os 15 e os 17 euros, a taxa, segundo a simulação do DN.
Para alguns analistas, as taxas de juro deverão manter-se baixas nos próximos meses, já que a recente queda se deve a uma injecção de liquidez realizada pelo BCE e estão programados novos leilões de fundos por parte da entidade liderada por Jean-Claude Trichet.
Apesar de milhares de portugueses estarem a beneficiar da queda dos juros, pagando uma prestação da casa menor no final do mês, dificilmente os consumidores que forem contrair um novo empréstimo vão beneficiar da condições tão favoráveis como faria supor à primeira vista. É que, devido à crise financeira mundial, a maioria dos bancos aumentou os seus spreads, encarecendo assim o valor a pagar todos os meses e diluindo o efeito de descida das Euribor.
Ao mesmo tempo, e devido aos problemas de liquidez das famílias portuguesas, com o crédito malparado a crescer de mês para mês, as instituições bancárias estão com critérios mais rigorosos na concessão dos créditos, nomeadamente no que diz respeito à avaliação dos imóveis e dos riscos associados ao empréstimo. Hoje, é quase impossível, por exemplo, um financiamento a 100%.
Por outro lado, são poucos os portugueses que arriscam, numa altura de recessão, comprar uma casa ou fazer um novo crédito, devido à instabilidade sentida actualmente. Por muito que os preços das casas sejam tentadores.
Fonte: Diário de Notícias
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Défice sobe para 40 milhões/dia
De acordo com a Direcção-Geral do Orçamento, o défice quase quadruplicou nos primeiros seis meses do ano, com um agravamento de 5,4 mil milhões de euros, face ao mesmo período do ano passado. Situação que se deveu à quebra acentuada das receitas fiscais (ver quadro) e ao aumento da despesa.
Só as receitas fiscais, que ascenderam a 13,8 mil milhões de euros, registaram uma quebra de 21,6%, influenciada pelo aumento dos reembolsos do IVA e do IRS e pela redução do IVA de 21% para 20%.
A despesa, que se situou nos 23,4 mil milhões, aumentou 5,4%, devido aos programas de apoio ao emprego e investimento e ao pagamento de dívidas de organismos públicos aos credores. No caso das despesas da Segurança Social, que aumentaram 10,6%, há que sublinhar os custos com os subsídios de desemprego, que dispararam 24%.
O ministro Teixeira dos Santos assegurou que as contas públicas estão controladas e apontou uma recuperação já a partir deste mês.
O ministro rejeitou ainda um aumento de impostos ou um orçamento rectificativo para corrigir o aumento do défice.
PORMENORES
NOVAS CONTAS
O PSD vai pedir à Unidade de Apoio Técnico Orçamental para calcular o valor do défice 'para que não haja surpresas no próximo Governo'.
RETOMA
Honório Novo (PCP) considera que o agravamento do défice contraria o entusiasmo que o Governo pretendia dar ao anunciar a retoma económica.
POLÍTICA ECONÓMICA
Paulo Portas (CDS-PP) responsabilizou a política económica do Governo pelo aumento do défice das contas públicas.
DESEQUILÍBRIO
Francisco Louçã (BE) diz que o aumento do défice mostra queno final do ano o desequilíbrio será 'superior ao previsto'.
Fonte: Correio da manhã
Malparado atinge 7,55 mil milhões
O crédito malparado dos agregados familiares subiu 856 milhões de euros num ano, fixando-se nos 4,10 mil milhões de euros em Maio último, de acordo com os dados do Boletim Estatístico ontem divulgado pelo Banco de Portugal. A cobrança duvidosa tem já um peso de 2,58 por cento no total de crédito concedido.
Sinal claro das dificuldades sentidas pelas famílias é o facto de o malparado ter atingido o valor mais alto de que há registo na habitação, fixando-se nos 1,76 mil milhões de euros. Já nos empréstimos ao consumo, o montante subiu para os 941 milhões de euros. Não parece uma quantia elevada relativamente à habitação, mas o peso do malparado no crédito ao consumo superou os 6 por cento pela primeira vez desde 1998.
Esta evolução no malparado, aliada ao actual contexto económico de aumento do desemprego e a uma maior restrição nas condições impostas pelas instituições financeiras, tem feito abrandar a concessão de empréstimos. O total do crédito concedido às famílias fixou-se em Maio nos 133,73 mil milhões de euros, o que representa uma taxa de variação anual de 1,9 por cento, um acentuado contraste com os níveis verificados entre 2005 e os primeiros meses de 2008, quando este indicador rondava os 10 por cento.
Entre as empresas a situação é igualmente difícil. Com as vendas e as exportações em declínio, o crédito de cobrança duvidosa duplicou no espaço de um ano, para ascender aos 4,10 mil milhões em Maio.
Pelo lado da poupança, a tendência de aumento dos últimos meses inverteu-se, e agora os depósitos das famílias caíram 894 milhões de euros entre os meses de Abril e Maio.
Fonte: Correio da Manhã
terça-feira, 21 de julho de 2009
Burla da nova D. Branca será de 10 milhões de euros
Fraude financeira atinge centenas de portugueses que entregaram as suas economias a empresária de Vila Real.
A autora de um esquema financeiro semelhante ao de Dona Branca poderá ter provocado um prejuízo de 10 milhões de euros a centenas de clientes. A 'banqueira' colecciona queixas-crime de Norte a Sul do país, tendo já sido ouvida pela PSP.
Entre créditos concedidos a troco de altos juros e depósitos de centenas de pessoas que recorreram aos seus préstimos, nos escritórios que possui em Vila Real e Almada, A. Caetano e Silva terá provocado, nos lesados, um desfalque que, segundo fonte policial, atingirá os 10 milhões de euros.
Por se desconhecer a real dimensão da fraude - tendo em conta que as vítimas estão dispersas pelo país e têm apresentado queixas nas suas áreas de residência -, fonte da Polícia Judiciária adiantou, ao JN, que não só aquele montante poderá vir a ser muito superior, como o caso terá ramificações com uma rede madrilena, dedicada a uma suposta lavagem de dinheiro proveniente da venda de estupefacientes.
Em reacção à notícia da edição de ontem do JN, sobre a existência desta mulher - que criou uma rede financeira em tudo igual à "banqueira do povo" [ler texto em baixo] -, fonte da PSP de Almada confirmou que A. Caetano e Silva foi já interrogada há cerca de três semanas devido a queixas apresentadas naquela esquadra.
Porém, o JN sabe que só na PSP de Vila Real deram entradas outros oito relatos, em que se inclui o de um cliente cujo montante ultrapassa os 200 mil euros. Os episódios descritos acabaram por ser encaminhados para a PJ de Vila Real, que os enviou para o Ministério Público. Em esquadras da PSP e postos da GNR dos distritos de Aveiro, Faro, Lisboa, Porto e Setúbal também não faltam queixas.
Fonte da Polícia Judiciária de Setúbal explica, ao JN, que nenhum processo ali deu entrada até agora, dependendo do Ministério Público a junção de todas queixas de burlas que tenham surgido um pouco por todo o país. "Só aí poderemos desencadear uma investigação à tal senhora, porque conta com residência no distrito", frisa.
Entre pedidos de anonimato e receios de represálias, dezenas de pessoas contactaram, ontem, o JN descrevendo os seus casos.
Apesar de ter depositado somente 295 euros neste "banco" caseiro, Manuel Carvalho é uma das vítimas mais recentes. Residente em Aguada de Cima (Águeda), conheceu A. Caetano e Silva através de um anúncio na imprensa local, a 9 de Julho. "Estava sem emprego e precisava de 2500 euros. Ela prometeu-me que, caso fizesse um depósito de 295 euros, passava a ser cliente e aí teria o empréstimo em 48 horas", contou.
Feito o depósito, quatro dias depois, na conta de um dos colaboradores [C. Alves] da "banqueira", esta deixou de atender o telefone ao cliente. "Na sexta-feira [17 de Julho] decidi apresentar queixa na GNR de Águeda. Sentia-me com vergonha desta situação mas já percebi que há mais pessoas prejudicadas como eu", reconhece.
Fonte: Jornal de Notícias
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Gestores públicos pagam multas com dinheiro do Estado
“País anda a sandes por causa da crise”
O director da Direst explica que houve mudanças de hábitos nos portugueses, com reflexo no negócio. "Agora há muitos que preparam o pequeno-almoço em casa", adianta. Mesmo assim, não desiste. "Temos de apostar em produtos de qualidade a um preço acessível", defende Silvério Gaspar.
O preço tem sido um factor decisivo para atrair clientes. No negócio dos lacticínios, o queijo fatiado "sofreu uma quebra de 40 por cento", segundo Miguel Moreira, director de vendas da Lacto Serra. Mas para compensar as "quebras na procura", para além da descida do preço, o sector está a apostar forte na internacionalização. "Não temos praticamente margem de lucro e temos de apostar noutros mercados", refere Miguel Moreira, cuja empresa está em fase de expansão para Espanha, França, Angola, Brasil e até Dubai.
Na Casa da Prisca, de produtos de charcutaria, a palavra de ordem também é de expansão. "O mercado português está em crise", justifica. Apesar de não ponderar ainda mexer nos preços, José Santos, considera que, "por causa da crise, o único segmento que se mantém é o gourmet", para uma clientela particular.
VENDAS DE VINHO BAIXAM 20%
Sem escapar à crise que se verifica no sector alimentar, também os vinhos correntes, os mais baratos, bem como os vinhos do Porto, estão a atravessar dificuldades. "Registou-se uma quebra nas vendas em cerca de 20%", refere Rui Neto, director de vendas da Ramos Pinto, ao CM. A estratégias desta casa de vinhos, presente na Alimentaria Lisboa, para enfrentar a crise, passa por captar o cliente. Rui Neto defende que também é preciso pensar nos negócios a longo prazo e "perceber o consumidor de futuro".
Os vinhos de mesa, os mais caros, contudo, são motivo de preocupações: "Aí não há quebra", afirmou.
Fonte: Correio da Manhã
«Pôr no prego» para fintar a crise
Nestas lojas de penhores os empréstimos são dados sobre jóias e objectos em ouro. Feita a avaliação, é sugerida uma quantia ao cliente e, se este a aceitar, é assinado um contrato onde é descrito o valor do empréstimo e dos juros que terá de pagar (3% ao mês, conforme é estipulado por lei).
Manuel Aleixo Ferreira é o proprietário da Companhia União de Crédito Popular e tem seis lojas no Porto e arredores. À Agência Financeira conta que a procura aumentou muito nos últimos tempos: «Há mais aflições, despedimentos, as pessoas precisam de pagar os empréstimos. Mas também estamos a empobrecer alegremente: há quem venha aqui para ir de férias ou ao futebol».
Um polícia à porta em cada loja
Neste ramo, a segurança é uma preocupação. Há precisamente um ano, uma das casas de penhores, no Porto, foi alvo do maior roubo de ouro sempre na Europa. Manuel Aleixo Ferreira conta que lhe levaram 270 quilos de ouro, avaliados em cerca de 15 milhões de euros. Meses depois foi a vez da loja de Leça da Palmeira. Hoje, já não facilita, tem um polícia à porta em cada loja e muito dinheiro investido em fortes medidas de segurança.
Vendem para pagar a conta da mercearia
Preocupados com a segurança, mas também com a transparência do negócio, a Casa Crédito Popular (CCP) informa a Polícia Judiciária de todos os empréstimos realizados.
Com 13 agências espalhadas pelo país, a empresa não aconselha ninguém a vender. «Além do eventual valor afectivo do objecto, reconhecemos que o mercado não está a pagar mais no momento da venda do que aquilo que nós proporcionamos a título de empréstimo», explica Pedro Paixão, director-geral da CCP, à Agência Financeira.
Na Casa Crédito Popular, o empréstimo é celebrado por um mês, sendo renovado por períodos iguais e sucessivos. «O cliente a qualquer altura pode amortizar parcialmente ou resgatar o empréstimo sem custos adicionais». Pedro Paixão conta que mais de 90% dos clientes vem recuperar os seus bens. Todos os empréstimos que não são recuperados pelos clientes são vendidos em leilão público.
Ao contrário do que consideram outros empresários, a CCP garante que o «negócio está igual ao que era há dez anos. Existe sim uma certa ilusão de que está a crescer», que se deve ao fecho das 72 lojas que a Caixa Geral de Depósitos tinha espalhadas pelo país e do encerramento da actividade no Montepio Geral.
Fonte: Agência Financeira
sábado, 3 de janeiro de 2009
Euribor consolida abaixo de 3% nos prazos três e seis meses
No prazo a três meses, a Euribor desceu para 2,859% (2,892 na quarta-feira), oscilando sobre mínimos desde Maio de 2006. A taxa a seis meses, considerado o principal indexante nos empréstimos da banca portuguesa para compra de casa, diminuiu de 2,971, para 2,945%.
Por fim, a maturidade a 12 meses caiu para 3,025%, contra 3,049 na passada quarta-feira.
Governo aprovou salários e pensões
Além desta actualização, ficam salvaguardados os 28 euros do diferencial mínimo da mudança de escalão, acordados com os sindicatos para benefício dos funcionários em níveis intermédios. O salário mais baixo é referente ao Salário Mínimo Nacional, 450 euros, e o mais elevado equivale a 6350,68 euros, referente às funções de reitor de universidade. A portaria, que passa a abranger todos os funcionários públicos e que contempla 115 escalões salariais, actualiza ainda os suplementos de "abono para falhas" (86,29 euros) e de funções de secretariado (116,63 euros).
O ministro das Finanças assinou também uma segunda portaria que prevê a revisão das ajudas de custo, subsídios de refeição e viagem, suplementos remuneratórios e das pensões da Caixa Geral de Aposentações.
As pensões de valores mais baixos, até 629 euros, crescem 2,9%, o equivalente a 6,85 euros. Já as reformas entre 629 e 2515 euros sobem 2,4%. As mais altas, até 5030 euros, são aumentadas em 2,15%
No que toca aos complementos, o subsídio de refeição sobe para os 4,27 euros. Já as ajudas de custo sobem para os 69,19 euros para os membro do Governo, 62,75 euros para quem ganha acima dos 1355 euros, 51,05 euros para quem recebe entre 837 e 1355 euros e 46,86 euros para os restantes.
Fonte: Correio da Manhã
Vida mais cara em 2009
De acordo com o sector da panificação, o aumento do pão "nunca poderá ser inferior a 5 por cento", valor bem acima da inflação. Carlos Alberto dos Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria da Panificação (ACIP), justificou à agência Lusa a subida com as despesas dos panificadores com os combustíveis e a energia.
O aumento de preço na electricidade também vai ser quase o dobro da inflação prevista: 4,9 por cento, em média, é quanto irá subir a tarifa. Para o consumidor doméstico, o acréscimo é ligeiramente inferior ao da indústria, com uma actualização de 4,3 por cento (ver caixa).
As rendas também sobem 2,8 por cento em Janeiro mas para contratos anteriores a 1967 esse aumento é de 4,2 por cento.
Por outro lado, os transportes públicos, pela primeira vez em 30 anos, vão manter os preços. O Governo optou pelo congelamento, por causa da descida do preço do petróleo. A BP decidiu baixar nesta madrugada em 4,5 por cento o preço das garrafas de gás.
Sem alterações previstas encontram-se os preços do leite, carne, fruta e legumes.
ESTADO POUPA NOS ACESSOS AO NOVO AEROPORTO
O Estado decidiu prolongar o prazo de concessão, por três anos, à Brisa, num acordo que prevê a eliminação da comparticipação financeira do Estado no custo da construção das auto-estradas a cargo da concessionária, nomeadamente o acesso ao n ovo aeroporto de Lisboa. O Estado também passa para a Brisa a responsabilidade futura que lhe competia na execução de alargamentos ou ligações na A1, A3 e A4.
Como o CM já teve oportunidade de noticiar, as portagens nas auto-estradas vão ter um aumento médio de 2,2 por cento para os veículos ligeiros. Isto significa que uma viagem de Lisboa ao Porto vai custar mais 45 cêntimos e um percurso da capital para o Algarve encarece 50 cêntimos para os veículos da classe 1.
POUPANÇA NA ELECTRICIDADE
A electricidade sobe 4,3 por cento para o consumo doméstico mas os utilizadores passam também a ter disponível mais uma opção tarifária, que lhes permite pagar menos 10 por cento ao mês.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) criou uma nova opção de tarifa para os consumidores domésticos, a tarifa tri-horária, que permite aos utilizadores optarem por gastar energia no período do dia mais barato, normalmente à noite, ou no período mais caro. Na prática, uma família que pague 62,49 euros por mês na tarifa simples irá poupar quase sete euros com a mudança.
ACTUALIZAÇÕES
PREÇOS
Com uma subida bastante acima da inflação encontram-se o pão e a electricidade. Nas portagens e rendas, o aumento já se aproxima dos 2,5% previstos pelo Governo para a inflação. Apesar das variações de preços em 2008, para este ano as estimativas apontam para que a carne não fique mais cara.
CTT
Os Correios de Portugal actualizaram o seu preçário mas não há alterações na maioria dos preços. Apenas o correio normal, entre os 20 e os 50 gramas, desce um cêntimo, passando a custar 54 cêntimos. No correio azul também não há qualquer tipo de alteração nos preços.
Fonte: Correio da manhã
Banco de Portugal vai pronunciar-se sobre evolução económica em 2009 e 2010
De acordo com o jornal «Expresso», é quase certo que Portugal não vai escapar à recessão. Apesar disso, no BdP acredita-se que a economia portuguesa pode ter um comportamento melhor que a zona euro
A tendência é explicada por alguma sustentação da procura interna e o diverso investimento público anunciado pelo Governo.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Insolvência de empresas cresce 20% em 2007
Segundo dados do Ministério da Justiça, a que a Lusa teve acesso, em 2006, deram entrada nos tribunais judiciais de primeira instância 3.283 processos de insolvência, dos quais resultaram 1.650 falências decretadas pelos tribunais.
Em 2007, o Ministério da Justiça afirma que deram entrada 3.933 processos de insolvência, mas não se sabe ainda quantos resultarão em falência e encerramento das empresas.
Segundo o Ministério da Justiça, nem sempre os processos de insolvência que dão entrada nos tribunais resultam no encerramento das empresas.
«Em qualquer processo judicial onde seja requerida a insolvência de um determinado devedor, pode ou não ser decretada a insolvência pelo tribunal», refere o Ministério da Justiça.
«Mesmo nos casos em que é decretada a insolvência, os credores podem optar por aprovar um plano de recuperação do devedor ou, ao invés, proceder à liquidação do património para satisfazerem os seus créditos», acrescentou.
Preços de produtos brancos crescem três vezes mais
Preços de produtos brancos crescem três vezes mais
Os preços das marcas brancas ou dos produtos próprios dos hipermercados e supermercados cresceram, nos primeiros seis meses de 2008, três vezes mais do que os restantes produtos, com insígnia própria. Segundo dados da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, que através dos seus associados representam mais de 800 insígnias -, assentes num estudo da TNS (empresa que elabora estudos de mercado), o preço médio dos artigos das marcas brancas subiram 14%, enquanto que os restantes produtos, tradicionalmente mais caros, aumentaram 4%. O que significa que a diferença de preço entre os produtos próprios dos hipermercados e os tradicionais é agora mais pequena do que no início do ano. Numa pesquisa feita pelo DN em vários supermercados é possível concluir que, em alguns artigos, a diferença de preços é diminuta, como é o caso do leite. Um pacote de um litro da marca Mimosa custa, actualmente 0,76 euros, enquanto o mesmo produto, com marca Continente, custa 0,62 euros. No início do ano, o preço deste produto situava-se entre os 50 e os 60 cêntimos por litro. E um conjunto de quatro iogurtes magro Mimosa custa 1,99 euros, apenas seis cêntimos mais do que um produto análogo de marca branca.Duarte Raposo Magalhães, presidente da Centromarca, explicou ao DN que apesar da subida de preços dos produtos de marcas brancas, estes continuam "a não estar associados a objectivos de vendas. Há uma estratégia de canibalização por parte da distribuição em relação aos produtores", argumenta Raposo Magalhães, já que estas empresas não têm de pagar para ter os seus próprios produtos nas prateleiras (o que acontece com as restantes marcas). Em alguns casos, as semelhanças de rótulos visa precisamente confundir o consumidor. No entanto, estas empresas não arriscam uma acção judicial contra as cadeias de distribuição, pois estas representam 40 a 60% das suas vendas no mercado, lembra.O facto é que o consumo destes produtos entre os portugueses cresceu no primeiro semestre deste ano: segundo um estudo, também da TNS, as marcas próprias da distribuição atingiram, neste período, o maior valor de sempre, sendo responsáveis por 23,4% do valor despendido pelos lares nacionais. Em 2006, o consumo destes produtos era de 18%, acrescenta a pesquisa da empresa de estudos de mercado.Marca Continente é a preferidaSegundo os últimos dados disponíveis da TNS, relativos a Maio deste ano, a marca própria do Continente é a preferida dos consumidores, com um quota de 20,4%. Os produtos sob a insígnia do Pingo Doce estão em segundo lugar nas preferências dos portugueses, com 17,5%. Em terceiro lugar ficou o Jumbo, do grupo Auchan, com 9% das respostas, seguido de perto do Modelo/Modelo Bonjour, com 8,2%. Em quinto lugar ficaram as marcas do Minipreço/Dia, com 6,6%.
Taxas Euribor voltam a descer
Estas descidas refelctem a baixa de juros efectuada pelo Banco Central Europeu (BCE), que na passada semana determinou mais um corte de 75 opontos para 2,50%.
Assim, a Euribor a seis meses, à qual estão indexados a maioria dos créditos à habitação, desceu hoje para os 3,563%, o nível mais baixo desde Outubro de 2006.
No prazo dos 12 meses, a Euribor cotava hoje a 3,661%.
Hospitais devem 727 milhões a fornecedores
Ainda que não totalmente, começa a levantar-se o véu sobre a dívida da Saúde. Mas o Ministério continua a calar o total devido, preferindo oficializar apenas a parte que causa o maior engulho ao sector: a dívida que está por pagar há mais de 90 dias. E resulta quase toda das dificuldades dos hospitais com gestão empresarial (EPE, que já são a grande maioria e representam 90% do número de camas e do volume financeiro do sector hospitalar público). Dos 1150 milhões de euros que estes deviam em Setembro, 727 são a mais de 90 dias, sendo o restante a dívida corrente que se vai regularizando dentro do prazo.
Do seu lado, os hospitais que ainda estão no sector público administrativo (SPA) devem 164 milhões a mais de 90 dias, enquanto a dívida vencida dos serviços centrais da Saúde está nos 17 milhões.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Baixa de Juros
Esta quebra deverá levar a taxa de referência para um patamar abaixo dos 3% até ao primeiro trimestre do ano.
Na base desta decisão, deverá estar a actual conjuntura económica que a zona euro (e a generalidade da economia global) atravessa. Recorde-se que a taxa de inflação passou de 3,2% para 2,1%.
Recorde-se que, ainda este fim-de-semana, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso disse que espera uma decisão «muito clara» do Banco Central Europeu (BCE) sobre uma possível redução das taxas de juro.
«Existem condições para baixar as taxas de juros», declarou Barroso, mas sem avançar a amplitude da eventual diminuição.
«Espero uma redução das taxas, mas como confio no Banco Central e respeito a sua independência, não poderei dizer qual será exactamente» a amplitude, conclui.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Aumento salarial de 2,9% mantém-se mas subsídio de refeição sobe
Segundo a agência «Lusa», de acordo com um documento enviado aos sindicatos, o Ministério das Finanças garante que vai «manter a sua proposta inicial de 2,9 por cento para a actualização anual das remunerações base».
«O Governo tem em consideração que uma actualização de 2,9% representa uma clara evolução positiva face às propostas de actualização salarial dos últimos anos, que se traduz num esforço de recuperação do poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública», diz o documento.
O Governo defende ainda que a actualização proposta «representa um valor claramente superior à inflação prevista para o próximo ano», que se deve situar nos 2,5%.
O que pedem os Sindicatos
O Sindicato dos quadros Técnicos do Estado (STE) reivindica aumentos de 4%. Já a Frente sindical da Administração Pública (FESAP) reivindica aumento de 3,5% mais a recuperação dos 0,9% perdidos ao longo de 2008.
A Frente Comum (CGTP) reivindica um aumento de 5% para 2009 e um aumento intercalar de 0,9% para colmatar o poder de compra perdido em 2008.
Apesar de manter a proposta salarial inicial, o Ministério das Finanças decidiu alterar a sua proposta inicial (2,9%) de aumento para o subsídio de refeição de 4,23 euros para 4,27 euros, o que equivale a um aumento de 4% face ao valor de 2008.
Esta nova proposta traduz, segundo o Governo, «um esforço orçamental adicional de cerca de 5 milhões de euros, estimando-se que os custos totais com o subsídio de refeição na Administração Pública sejam de cerca de 500 milhões de euros em 2009».
As negociações salariais para 2009 na Função Pública começaram a 23 de Outubro com base numa proposta governamental de 2,9% e deverão terminar quarta-feira.

